Fantasma realista na existência de conspirações inimigas. Sem um receptáculo de obstáculo, sem a necessidade de ver. Espírito livre do isolamento, vagando numa fagulha transcendental do envelhecer. Engolindo todas as corporações negativas para cuspir longe. Quanto mais raiva ejaculada, mais paz interior. Pequenos sacrifícios, muitas vezes o abismo é o próprio salvador. Morfina da bestialidade, cravando os dentes em todas as partes. Pilares de marfim afastados com os pés, temporal de fluidos no convés. A unicidade da calmaria, quando a palma cessa o oxigênio. A realização da vida, quando as sementes são lançadas no rio. Maldição é o ilusionismo. Depravação é o abismo.
Não existe razão para crer.
O fantasma só precisa ser.
Holy Grail
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domingo, 29 de janeiro de 2017
domingo, 15 de maio de 2016
Língua Ferina
Todas já me pintaram como o pior tipo de pessoa em algum momento, então acreditar nas minhas palavras não parece ser uma coisa tão boa. Elas adoram me culpar por qualquer problema, mas nem ao menos refletem sobre a própria existência, como se não fosse importante a reflexão do porquê viver. E na verdade, eu vou querer fazer coisas ruins com você. Contudo, sou uma alma simples e tranquila, um demônio numa missa. Querendo distorcer os evangelhos e ensinamentos do padre, levando todos para o melhor caminho, o meu tipo de caminho. Até mesmo devo carregar alguma maldição: ou elas me procuram pela infinidade, ou encontram sua outra metade. Incompletas, sim. Verdade seja dita, as vezes eu me sinto como se não pudesse fazer quase nada por elas, apenas enfiar minha língua entre suas pernas. Mas isso é uma coisa boa, e ao menos isso tenho para me orgulhar. Ao menos naqueles segundos de pernas tremendo, lágrimas escorrendo, gemidos incontroláveis, espasmos incalculáveis, ao menos nesses segundos de divino prazer vocês devem ter me amado pra valer.
terça-feira, 19 de maio de 2015
Altar da Vergonha
A coroa de nada está na cabeça, decorando mais um pouco o ego imensamente autodestrutivo. As unhas negras cavam a própria sepultura, onde ninguém irá derrubar flores. Continue se afogando na inconsistência da impulsividade, deformando toda moral em um simples descaso. Não se importar é a ação dos não importantes, e o desprezo é o ganho dos pedintes de atenção. Reze para não morrer sozinho, ou se mate na frente daqueles que falsamente te amam. Pegue flores de plástico e decore seu altar da vergonha, porque é assim que lembraremos de você.
É com vergonha que o amante lembrará de você.
É com vergonha que o amante lembrará de você.
domingo, 29 de março de 2015
O Pirata
A juíza acusa o pirata de estar escondendo seu tesouro, nada de valor. A juíza abaixou a oferta, só sabe julgar sem ser julgada, colocou a procura em alta e a oferta lá embaixo. Maldita transação clandestina, feita por alguém atado ao passado.
A pirataria trouxe mais de cinquenta tons de cinza para a cidade colorida, e a magistrada não optou pelo caminho mais fácil. Condena! Sussurravam os jurados nos ouvidos da detentora da lei. Cercada de glória e dos prazeres acelerados, ela achou que tudo iria sair como o planejado.
O pirata ficou preocupado. Os ânimos estavam alterados. Três olhos de consciência são necessários para seus próximos atos. Provar inocência ou ser provado. Testemunha e evidência do ocorrido, porém ninguém lhe dará ouvidos.
A turbulência finalmente chegou ao tribunal, e o pirata acabou humilhado. Sem dores para lamentar e sem lágrimas para derramar, o bucaneiro ardia em pólvora. Estava pronto para explodir, mas seria acusado novamente de ser o homem mais violento dos universos. Preferiu manter a calma e designar.
A calma era sua maior arma, ela destruía autoestimas e almas de qualquer um. Detonava sem dó o tribunal monocular, e se preparava para amedrontar. Bater o martelo para as últimas palavras e apresentar o motivo de toda autodestrutiva execução. A maldita juíza estava presa ao passado e queria pedir perdão.
O tempo se esgotou. O pirata aceitou. Mais uma vez era só mais um viajante em uma cidade colorida, levando sua magia cinzenta a pernas desconhecidas. Elevando o potencial máximo de seres errantes que não reconheciam as realizações de um itinerante.
O mar o engoliu, mais uma vez. Jogado ao abismo, ele se fez.
Ergueu-se.
A pirataria trouxe mais de cinquenta tons de cinza para a cidade colorida, e a magistrada não optou pelo caminho mais fácil. Condena! Sussurravam os jurados nos ouvidos da detentora da lei. Cercada de glória e dos prazeres acelerados, ela achou que tudo iria sair como o planejado.
O pirata ficou preocupado. Os ânimos estavam alterados. Três olhos de consciência são necessários para seus próximos atos. Provar inocência ou ser provado. Testemunha e evidência do ocorrido, porém ninguém lhe dará ouvidos.
A turbulência finalmente chegou ao tribunal, e o pirata acabou humilhado. Sem dores para lamentar e sem lágrimas para derramar, o bucaneiro ardia em pólvora. Estava pronto para explodir, mas seria acusado novamente de ser o homem mais violento dos universos. Preferiu manter a calma e designar.
A calma era sua maior arma, ela destruía autoestimas e almas de qualquer um. Detonava sem dó o tribunal monocular, e se preparava para amedrontar. Bater o martelo para as últimas palavras e apresentar o motivo de toda autodestrutiva execução. A maldita juíza estava presa ao passado e queria pedir perdão.
O tempo se esgotou. O pirata aceitou. Mais uma vez era só mais um viajante em uma cidade colorida, levando sua magia cinzenta a pernas desconhecidas. Elevando o potencial máximo de seres errantes que não reconheciam as realizações de um itinerante.
O mar o engoliu, mais uma vez. Jogado ao abismo, ele se fez.
Ergueu-se.
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
Estradas de Blues
A malandragem cortada pelo Rio Mississippi me pegou pela mão novamente. Fez um convite como a linda dama que conheci embriagada de blues, abrindo suas pernas na primeira noite que dividimos o mesmo quarto. O sol invadiu meus sonhos lúcidos e meu café da manhã foi o resto do bourbon. Em sono profundo deixei aquela mulher só, minha despedida foi deixar em sua cama a flor de mentira que eu levava no paletó. Um homem com o coração partido merece conhecer todas as camas que o sul pode oferecer. Caminhando por muitas esquinas até anoitecer, só há uma lembrança que para minhas pernas por alguns minutos, e assim, vou sempre mantendo minha afinação. Sou um errante esperando sempre a próxima noite que se materializa como uma linda mulher de camisola me convidando para a casa delta mais próxima. Experimentando a Alquimia e a Magia da Luisiana, não há regras para a satisfação, e um homem que não tem nada a perder não deve nenhuma explicação. As vezes acho que preciso dar um tempo, mas em todos os meus movimentos encontro a paixão. Doces memórias para as mulheres, uma boa conversa para os homens, ando sozinho sendo meu próprio deus, e numa encruzilhada ganhei a admiração do diabo. Em qualquer coisa que faço, o Amor está nos meus atos.
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
Evidências do Inimigo
Nós brigávamos querida, e eu sempre fiz disso algo especial. Nós costumávamos completar o pensamento um do outro, e agora tudo que resta é poeira. Amávamos sempre olho no olho, e eu fui seu cofre de segredos. Eu te conheço mais que sua consciência ardilosa, e sei muito bem onde você quis chegar. Você supostamente escolheu a liberdade, mas quantos televisores decorarão sua bela casa?
Nós fazíamos piadas de tudo, e eu realmente achei que você tinha simpatia pelo demônio e o rock n' roll. Nós tínhamos uma ideologia própria e poderíamos viajar o mundo em máquinas criadas pelo homem, ou viajar os mundos em milagres lisérgicos. Mas o que sobrou pra mim foi uma tranquila manhã de domingo.
E você ainda tem um pouco daquela garota que lembra de coisas que quero esquecer, e enquanto você cavava sua cova eu deixei as únicas flores que fizeram sentido na sua vida morrerem. Juro que tentei acreditar em milagres, mas nunca vou entender o porquê de adorar deuses mortos.
Um dia eu também celebrarei uma instituição, mas uma daquelas que transforma nossa consciência e nos leva a lugares extremamente distantes, lugares que você nunca vai ver menina. Talvez você cumpra sua promessa, e será graças ao meu orgulho. E como você perderá a melhor festa que já fui, talvez eu deixe você morrer com um certo brilho nos olhos.
Nós sorriamos e chorávamos querida, e eu sempre fiz o possível para que tudo fosse especial, mas hoje o céu ficou claro sobre minha cabeça, e pude ver. Você pode procurar meu doce em vários potes, ou sua afirmação em várias pessoas, pois eu já entendo quando sua personalidade fica velha e doente. Eu seria aquele homem que você vai lembrar lá na frente, mas agora eu quero te ver feliz com esses pertences e aparelhos escolhidos com, ou sem, razão.
Nós tínhamos a verdadeira arte e poder da criação juntos querida, e você se perdeu da fonte. Agora eu deixo aquelas flores desejadas e mortas na cova que você enterrou as coisas interessantes. Porque um de nós sempre estará morto, mas o assassino não sobreviverá.
Suicídio?
Nós fazíamos piadas de tudo, e eu realmente achei que você tinha simpatia pelo demônio e o rock n' roll. Nós tínhamos uma ideologia própria e poderíamos viajar o mundo em máquinas criadas pelo homem, ou viajar os mundos em milagres lisérgicos. Mas o que sobrou pra mim foi uma tranquila manhã de domingo.
E você ainda tem um pouco daquela garota que lembra de coisas que quero esquecer, e enquanto você cavava sua cova eu deixei as únicas flores que fizeram sentido na sua vida morrerem. Juro que tentei acreditar em milagres, mas nunca vou entender o porquê de adorar deuses mortos.
Um dia eu também celebrarei uma instituição, mas uma daquelas que transforma nossa consciência e nos leva a lugares extremamente distantes, lugares que você nunca vai ver menina. Talvez você cumpra sua promessa, e será graças ao meu orgulho. E como você perderá a melhor festa que já fui, talvez eu deixe você morrer com um certo brilho nos olhos.
Nós sorriamos e chorávamos querida, e eu sempre fiz o possível para que tudo fosse especial, mas hoje o céu ficou claro sobre minha cabeça, e pude ver. Você pode procurar meu doce em vários potes, ou sua afirmação em várias pessoas, pois eu já entendo quando sua personalidade fica velha e doente. Eu seria aquele homem que você vai lembrar lá na frente, mas agora eu quero te ver feliz com esses pertences e aparelhos escolhidos com, ou sem, razão.
Nós tínhamos a verdadeira arte e poder da criação juntos querida, e você se perdeu da fonte. Agora eu deixo aquelas flores desejadas e mortas na cova que você enterrou as coisas interessantes. Porque um de nós sempre estará morto, mas o assassino não sobreviverá.
Suicídio?
domingo, 28 de julho de 2013
Aprendiz de Saturnus
Rei por um dia, paciente e otimista. Continua pintando quadros na beira do abismo, delirando com a própria megalomania. Um jovem teimoso, sonhador de teorias mágicas. Bastardo da realidade, um orgulhoso benevolente se existe a possibilidade de ser. O discípulo de Saturnus que navega em uma espiral, sem arrogância pergunta a você:
Por que lutar contra um inimigo que não existe?
Por que se aprisionar?
Atrações inversamente proporcionais?
Por quê?
No primeiro dia de Rei, o aprendiz encontrou a liberdade nas águas onde pedras se transformaram em ouro. E deixou um último ensinamento para você, criança:
Beije Saturnus e se liberte dessa coroa de negatividade.
Por que lutar contra um inimigo que não existe?
Por que se aprisionar?
Atrações inversamente proporcionais?
Por quê?
No primeiro dia de Rei, o aprendiz encontrou a liberdade nas águas onde pedras se transformaram em ouro. E deixou um último ensinamento para você, criança:
Beije Saturnus e se liberte dessa coroa de negatividade.
domingo, 2 de junho de 2013
O Manequim
Sua falta de personalidade ainda me cativa
Tentando ser o que lhe dá prazer
Materializando uma vida pessimista
Nada verdadeiro, nada real
Tão doente e mentiroso
Como um bastardo religioso
Seria comovente se não desse pena
Talvez para algumas vidas que usamos
Não há razões em cena
Mais cancerígena que a própria radiação
Esculpido em discursos baratos
De apenas insatisfação
Uma falsa maturidade depressiva
Oportunismo superior ao Drácula
Sugando sangue e reinando no egoísmo
Violentando qualquer coisa
Para ter um sentido
Mas a habilidade perdida foi ensinada
E a carne fresca nunca mais será tocada
Você tem meus agradecimentos
Estuprando sua consciência
Nunca vai entender nada
Manequim da existência
Tentando ser o que lhe dá prazer
Materializando uma vida pessimista
Nada verdadeiro, nada real
Tão doente e mentiroso
Como um bastardo religioso
Seria comovente se não desse pena
Talvez para algumas vidas que usamos
Não há razões em cena
Mais cancerígena que a própria radiação
Esculpido em discursos baratos
De apenas insatisfação
Uma falsa maturidade depressiva
Oportunismo superior ao Drácula
Sugando sangue e reinando no egoísmo
Violentando qualquer coisa
Para ter um sentido
Mas a habilidade perdida foi ensinada
E a carne fresca nunca mais será tocada
Você tem meus agradecimentos
Estuprando sua consciência
Nunca vai entender nada
Manequim da existência
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Obradela
Sentado, passando as folhas com a maior suavidade, as vezes paro para observar a natureza e os rostos desconhecidos. Tento esquecer o coletivo material onde estou, fazendo a leitura do caminho. Infinitas páginas até ela aparecer, uma presença forte, mas um andar sereno. Seus olhos me batem parecendo avançar ao lado escuro da Lua. Ela sabe o que eu penso e deseja se aproximar, e mesmo quando me perco ela está na minha espiral. Estudando o princípio a leitura me anima, minha reflexão é uma obra-prima.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Ensaio dos Lábios I
Carregado de cicatrizes fui correndo ao encontro do robusto colosso, ele parou e olhou nos meus olhos, com um sorriso gentil me esperou subir em seus domínios, e quando disse que não foi por nada sua chegada, eu já sabia onde iria chegar.
Fui tomado pelas visões distorcidas e estressadas, pessoas sendo carregadas, pessoas carregadas. Cada um com sua extrema bagagem de estresse e pensamentos fixos. Observei alguns desses olhos que vêem , mas não enxergam, até me deparar com um par de olhos cheios de areia.
Resolvi descansar ali. Coloquei minha bolsa sobre as pernas e peguei qualquer livro desses que mudam seu ponto de vista. Me atormentei pelos olhos quando vi aquela combinação simétrica de carne vermelha e voluptuosa. Eu pensava que aquilo eram apenas lábios, e eles não poderiam tirar meu sossego literário daquela forma.
Entre revelações de um livro agora íntimo e os pensamentos ainda não imortalizados, surgiu as portas do colosso um fiasco de reflexão para animar os olhos estressados. De olhos questionáveis, não saberei se foi verdade ou mentira, mas o pequeno ser mostrou sua ferramenta de trabalho que deixou a todos apavorados. Pediu, conversou, se desculpou, e mesmo sem ter trabalhado, acabou levando alguns trocados.
O tumulto tomou conta do interior do colosso e os olhos com areia foram limpados. Minhas mãos fecharam a leitura, e a reação violou o pensamento. Tentado, me retirei de minha solidão benevolente e fui obrigado a falar. Ouvi uma voz doce e vigorosa como resposta, e uma risada que Morpheus omitiu. Havia estalos onde minha cabeça deveria estar, e eu perdi aquela nomeação. Chaves de portas bateram e cabelos longos voaram, e eu só consegui permanecer inalterado.
Não consegui parar o tempo que me deixou paralisado, mas enquanto me despedia em silêncio e estado quase imóvel, lembrei do velho relógio de bolso sempre acertado. Não pensei e marquei aquele momento, nos próximos dias o tempo terá um outro movimento.
Fui tomado pelas visões distorcidas e estressadas, pessoas sendo carregadas, pessoas carregadas. Cada um com sua extrema bagagem de estresse e pensamentos fixos. Observei alguns desses olhos que vêem , mas não enxergam, até me deparar com um par de olhos cheios de areia.
Resolvi descansar ali. Coloquei minha bolsa sobre as pernas e peguei qualquer livro desses que mudam seu ponto de vista. Me atormentei pelos olhos quando vi aquela combinação simétrica de carne vermelha e voluptuosa. Eu pensava que aquilo eram apenas lábios, e eles não poderiam tirar meu sossego literário daquela forma.
Entre revelações de um livro agora íntimo e os pensamentos ainda não imortalizados, surgiu as portas do colosso um fiasco de reflexão para animar os olhos estressados. De olhos questionáveis, não saberei se foi verdade ou mentira, mas o pequeno ser mostrou sua ferramenta de trabalho que deixou a todos apavorados. Pediu, conversou, se desculpou, e mesmo sem ter trabalhado, acabou levando alguns trocados.
O tumulto tomou conta do interior do colosso e os olhos com areia foram limpados. Minhas mãos fecharam a leitura, e a reação violou o pensamento. Tentado, me retirei de minha solidão benevolente e fui obrigado a falar. Ouvi uma voz doce e vigorosa como resposta, e uma risada que Morpheus omitiu. Havia estalos onde minha cabeça deveria estar, e eu perdi aquela nomeação. Chaves de portas bateram e cabelos longos voaram, e eu só consegui permanecer inalterado.
Não consegui parar o tempo que me deixou paralisado, mas enquanto me despedia em silêncio e estado quase imóvel, lembrei do velho relógio de bolso sempre acertado. Não pensei e marquei aquele momento, nos próximos dias o tempo terá um outro movimento.
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
21-12-2012
Caminhando pela linha da noite com as visões escurecidas, eu estou negando o sol em minha nova vida. Desejando dançar com a senhora de toda a sensualidade, a madame que amaldiçoa os fugitivos da verdade. Penso em todas as circunstâncias que serão negadas, e todas as casas enterradas. São escolhas feitas por um ser que segue a lei, a lei da sua própria vontade. Deixando a linhagem genética ser tomada pela linhagem de sangue. Obedecendo a única coisa que me restou. Com a força de minha mão esquerda, eu despertei outras consciências, e daqui a três dias, se o mundo realmente acabar em sangue, eu e meus filhos, estaremos aqui para bebê-lo.
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Sacrifício
Virgindade mortal entregue nas portas do desconhecido olimpo, adormecendo no infinito enquanto adormecem seus sonhos, cada segundo dessa cerimônia profana levou essa alma a enxergar outra realidade. Orando nos altares onde realizava seus sacrifícios é que ela foi sacrificada, apunhalada vagarosamente pela indecisão de algum motivo para existir, algum motivo para resistir. Como flores jogadas no abismo, o sangue descia e gotejava suavemente no chão de pedras firmes, o único sentimento de pureza foi morto por uma ferramenta dos deuses.
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Rei Sem Coroa
Sua teurgia provém de deuses miseráveis, representantes da inveja e da ilusão, todas as suas grandes obras são cópias abomináveis de tudo que você odeia. A própria vida que você aborta assina mais uma parada nessa terra de zumbis. Olhe profundamente onde você enterra seus pés, cego para todos os segredos. Jamais inveje os tesouros dos outros e nunca tente morder a mão que te alimenta, pois nem no abismo você vai conseguir chegar sendo apenas um mortal procurando uma árvore.
Apenas um mortal desejando uma coroa.
Apenas um mortal desejando uma coroa.
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Amante do Pensamento II
Sapato machucando enquanto caminho no início da noite, calor corporal que se destaca no leve clima frio. Ruas e ruas observando meu reflexo nos espelhos, atencioso ao mundo mesmo estando fora de si. Trajeto transformador humanista, sou o senhor caminhando com saudade, quase triste se não houvesse o céu escuro pra me lembrar de chegar em casa. Sou amante do meu pensamento e fecho os olhos brevemente para me deitar com eles, lembrar da melhor sensação do vento frio nas faces. Em silêncio e com um tímido sorriso, vou caminhando na noite lembrando da flor que eu desejo em casa. Ganhando mais experiência para bater e depois acariciar minha Sabedoria, sou sempre adepto da reflexão. Relógio que fala comigo e luzes que brincam com meus olhos, por mais que eu deseje deitar, estou sem sono. Hoje eu não queria deitar só com meus pensamentos. Respiração neutralizante profunda, agora me deito pra ver se o tempo passa mais rápido.
domingo, 30 de maio de 2010
Sobre o Ser
Então eu sou bom, pois desejo que a paz reine sobre mim.
Mas não sou otário, se você estiver alto.
Eu quebro as unhas enquanto seguro seus ossos
e posso perder o domínio sobre esse impulso máximo.
A indiferença sobre o ser.
Esquecendo, eu ando na beira da praia.
O Frio me lembra o que quero da sua Terra,
abaixo do seu país e com três olhos para me acompanhar.
Então eu sou bom, volto a relaxar.
Mas não sou otário, se você estiver alto.
Eu quebro as unhas enquanto seguro seus ossos
e posso perder o domínio sobre esse impulso máximo.
A indiferença sobre o ser.
Esquecendo, eu ando na beira da praia.
O Frio me lembra o que quero da sua Terra,
abaixo do seu país e com três olhos para me acompanhar.
Então eu sou bom, volto a relaxar.
sábado, 22 de maio de 2010
História Para Mar
O capitão tem o comando do navio e é guiado pelas estrelas. Ele sabe que pode salvar a todos, mas prefere ser Posídon. O passageiro que traiu um deus, um deus que agora faz questão de não te ouvir.
O velho pirata sabe todos os caminhos desse mar e nunca volta atrás. A perfeição da linha reta e o espírito marítimo. O passageiro bêbado esquece de seu capitão.
Capitão, velho pirata, deixou o navio nas mãos do passageiro. Pulou fora e continuará sua perfeição. O passageiro talvez encontre uma razão.
O velho pirata sabe todos os caminhos desse mar e nunca volta atrás. A perfeição da linha reta e o espírito marítimo. O passageiro bêbado esquece de seu capitão.
Capitão, velho pirata, deixou o navio nas mãos do passageiro. Pulou fora e continuará sua perfeição. O passageiro talvez encontre uma razão.
Isso
Escuridão que é a ausência da luz, há pessoas que seguem apagando a própria vida. Acham que tem a felicidade e que emanam uma luminosidade própria como o sol. Pequenos potes criados no engano do meio material. Apenas um monte de carne tentando se concentrar em algo que dê sentido a sua vida, porque as próprias vidas já perderam o sentido. Pois eles não tem sentidos.
Não seja isso.
Deixe suas reflexões te levarem para outro plano e liberte-se para as luzes atravessarem você.
Não seja isso.
Deixe suas reflexões te levarem para outro plano e liberte-se para as luzes atravessarem você.
domingo, 9 de maio de 2010
Iluminador da Lua
Animando o macrocosmos da sabedoria
Devo estar muito alto
Subindo em uma espiral
Elevando meu próprio grau
Se não deseja acompanhar minha trajetória circular,
Continue dando voltas no mesmo lugar
A lua tem toda sua beleza
Mas nunca se esqueça
O sol é quem a ilumina
Na ausência de luz que predomina
Devo estar muito alto
Subindo em uma espiral
Elevando meu próprio grau
Se não deseja acompanhar minha trajetória circular,
Continue dando voltas no mesmo lugar
A lua tem toda sua beleza
Mas nunca se esqueça
O sol é quem a ilumina
Na ausência de luz que predomina
Pequenos Segredos
Antes de esquecer é bom lembrar
Sua pseudo-esperteza não é secreta
Segredos podem ser revelados pela sabedoria
Não há nada que não possamos ver
Se omitir e mentir, irá descer
Caia da espiral
Se curve ao abismo
E não vou estar por perto para te ressuscitar
Não há segredos que o conhecimento oculto não revelaria
Sua pseudo-esperteza não é secreta
Segredos podem ser revelados pela sabedoria
Não há nada que não possamos ver
Se omitir e mentir, irá descer
Caia da espiral
Se curve ao abismo
E não vou estar por perto para te ressuscitar
Não há segredos que o conhecimento oculto não revelaria
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Afrodite
Afrodite foi traída por sua própria beleza ao entrar no meu sonho, elementos que podem modificar Deuses e transcender mortais. Ela despertou ao encontro do plano ideal enquanto realizo sincronias vibracionais.
Afrodite me seduz e eu abraço sua beleza metafísica, entendemos o beijo das almas até a Lua se tornar Sol. Um círculo perfeito que desafia os sagrados, sorrindo e rosnando observo se uma Deusa pode me acompanhar.
Afrodite me quer, um livre imortal
Agora ela está presa na minha espiral
Afrodite,
Eu sou o Oblívio, mas você nunca vai me esquecer
Você invadiu meu sonho e só eu sei o que você deseja
Nessa eternidade você pode me dar a mão ou cair
Afrodite, não chore
Mas se descer, o esquecido será você
Afrodite me seduz e eu abraço sua beleza metafísica, entendemos o beijo das almas até a Lua se tornar Sol. Um círculo perfeito que desafia os sagrados, sorrindo e rosnando observo se uma Deusa pode me acompanhar.
Afrodite me quer, um livre imortal
Agora ela está presa na minha espiral
Afrodite,
Eu sou o Oblívio, mas você nunca vai me esquecer
Você invadiu meu sonho e só eu sei o que você deseja
Nessa eternidade você pode me dar a mão ou cair
Afrodite, não chore
Mas se descer, o esquecido será você
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