Holy Grail

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segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Escuridão Perplexa

A coroa de rancor brilha embaçando o terceiro olho. O destino cospe um nó no chão e pede que eu desate, mesmo com as unhas ensanguentadas. A galeria de bodes que sussurram no meu ouvido exclamam a única verdade que misticamente descobri. Um questionamento. Talvez o inferno realmente seja feito de fogo, já que o demônio que se manifesta nessa podridão de carne e osso não pereceu em chamas. A coroa de rancor faz o tilintar da escuridão. O covarde torturador usa as cores mais brancas e impossíveis de sujar. Maldita esperança. Um quarto de vida que os seres das profundezas jogam jogos de azar. Mas o grande prêmio quem tem o risco de ganhar é o meu próprio eu. Trevas monumental, e as sombras escurecendo o amanhecer do pensamento. A coroa de rancor grita na minha cabeça. E o paciente pode ser aquele da paciência, ou aquele da doença. Qualquer que seja o diagnóstico, a existência material já beira o despercebido. Minha consciência as vezes sintoniza apenas com o obscuro coletivo. Um abraço ofegante e restaurador. Talvez o ego dominante que sempre falou. No subconsciente, mas falou. A coroa de rancor está aqui. Decorando a confusão metafísica e existencial dessa besta amargurada pelo bom coração. Benevolência macabra essa que destrói a personalidade. Maldição entre todas as partes.

A alquimia sempre continuará, a transcendência é uma busca eterna.
Porém o ouro dessa solução, talvez seja a escuridão perplexa.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Propaganda Surrealista Sexual

É claro que sabemos tudo que acontece nesses respectivos detalhes técnicos em que vivemos, esses que vocês estão vivendo. Tudo isso está relacionado com o fato de que vocês não sabem estipular todos os prazos vigentes, na sua condição manipulável e inalterável, pois lhe convêm, para fazer a Arte. Para saber mais, estaremos nos dividindo em aspectos outrora manipulados pela insatisfação sexual, outrora abdicando de todas as barreiras, e posteriormente, introduzindo todo o prazer necessário a sua condição sexual.

Ou seja, garantimos o seu orgasmo.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Metalinguagem Surrealista do Palavreiro Megalomaníaco

Eu não abandono minhas vontades, e principalmente, eu não abandono minha Arte.

As palavras estão sendo poupadas desse aparato da virtualidade e sendo inseridas em algo mais antigo, algo que mudará os pontos de vista, e por alguma razão tocará seu coração. Algo tão antigo como aquelas outras palavras que mancham o passado de vermelho e branco, algo tão antigo como rosas simbólicas, ou tão antigo como círculos de egoísmo e trágica ordenação. A história ainda está para acontecer e os espíritos que ficaram pelo caminho não poderão participar.

Tão ilustre quanto a Divina Comédia, e tão engraçada quanto aquele nome, as velhas palavras que não são minhas se contradizem. O discurso de capitular "nunca", morreu, e as dependências são aceitações do ilusionismo confortável. Onde talvez as palavras deprimentes sempre quiseram estar. Falsa força, falsa modéstia. Falsa encenação do futuro perfeito.

Há possibilidades de que esse que vos escreve continue sendo o palavreiro da megalomania, amante da subjetividade. Mas é esse encanto que ainda faz parte da admiração dos não mais meus fiéis. Que as consciências continuem ardendo infinitamente, seja de felicidade ou tristeza, mas não tente enganá-las, pura perda de tempo. O bem menos valioso para todos que negaram suas verdadeiras vontades.

Um brinde aos novos nomes daqueles que não abandonam a verdadeira Arte.

domingo, 9 de outubro de 2011

Eufemismo de Alguns Segundos

Unhas dilaceradas contra a parede, o sangue que escorre pinta as faces e os lábios. De pé, ele morde a própria língua apaixonadamente, enquanto a saliva escorre pelos seios. Os corpos já foram todos marcados mostrando o reflexo que é estranhamente engraçado e agonizante. A boca vai se abrindo como se fosse engolir o universo, ou talvez, deixar sair um novo. Os olhos se encontram num segundo de razão e o oxigênio que parece se extinguir, leva embora essa percepção.

Loucura ou Paixão?
Eufemismo de uma sensação.

domingo, 17 de abril de 2011

Surrealismo do Peregrino

Se os pisos caíssem debaixo dos meus pés, eu ainda seria uma corpo que voa. Inundado na percepção surrealista, extremamente servido com todo o amor do mundo e ainda assim, querendo mais. Não tenho muita tendência de ouvir o óbvio e os problemas mais difíceis é que me interessam buscar a solução. A simplicidade só reflete o meu jeito único de expressar o oblívio. Oblívio que nunca quer ser, oblívio que deseja existir. Eu viajo alucinado nas minhas próprias idéias, sentindo apenas a falta da minha inspiração. Disparo palavras em uma conversa com Dalí, escrevendo exilado da minha razão. Conto a trajetória da minha maior obra de arte, aquela que tudo que eu amo faz parte. Assim eu sou o Peregrino, que sonha da água para o vinho.