Empurre para baixo e lave até estragar as unhas
Estrague suas afiadas unhas pintadas de qualquer cor
Lave, lave, e lave
Não deixe secar
Porque molhada é como você deseja estar
Pressione o rei satírico
Esprema um pouco mais de sadismo
Coloque para baixo e esfregue até calejar as mãos
Caleje suas macias mãos sujas de qualquer coisa
Esfregue, esfregue, e esfregue
Não deixe secar
Permaneça molhada como você deve estar
Pressione o rei satírico
Esprema um pouco mais de sadismo
Pressione o rei do sadismo
Esprema seus versos satíricos
Quem não tem mais coração
Não precisa sentir tesão
Quem levou seu coração
Não dará satisfação
Quem não tem mais coração
Não pode sentir nada
Holy Grail
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domingo, 15 de março de 2015
segunda-feira, 12 de janeiro de 2015
A Macieza
A morte já tem algum tempo, e eu não lembro mais a cor dos seus olhos. A boca que esvaziou o esgoto como um canal da mentira, se desfez em azul. Na minha observação, o nariz simétrico está totalmente desproporcional. E sua audição já não se encanta mais com as vibrações mágicas desse e de outros mundos. Coisas ruins acontecem. Coisas ruins eu quero fazer com você. E nesse ciclo cada vez mais fraco da guerra memorial, vou me lembrando apenas do que realmente sou. Fui o peregrino de poucas realizações, mas o arquiteto dos prazeres incalculáveis onde você foi iniciada. O pequeno senhor da verdade, mas o grande príncipe da maldade. Ao menos, assim foram como suas últimas palavras me fizeram acordar. Assim sua tela monstruosa foi pintada com tinta escarlate. E como a nobreza iniciática de ordens invisíveis, lembro-me de pintar o símbolo de minha adoração. A única coisa que reluzia nas sombras de meus pensamentos. O monumento belo sensualmente estampado na carne. A desenho vermelho que ganhava mais vida nos meus olhares, o símbolo perfeito para a pele que já foi a mais macia. O enigmático sigilo, após o impactante estalo.
terça-feira, 26 de novembro de 2013
Armada
Bebo uma dose da sua alma enquanto te lavo . E você vai gostar de se embriagar com a água que eu transformo em vinho. Nós ficaremos pendurados no infinito, na calda da imensidão, e você vai esquecer e se perder, simpatizando em negociar com o diabo, mas com medo de enfrentá-lo. E sou eu quem te levará além da escuridão, até o dia de sua morte. Você é uma garota de sorte. Então diga palavras bonitas para acariciar seu ego, mas não seja egoísta como o pastor que não toca sua mulher. Maltratando a mão que te alimenta, você está alimentando a mão que te sustenta. Você merece umas boas palmadas, e você gosta de aplausos. Iremos fazer um espetáculo. E a perversão não manipula nossas mentes libertárias, pois só precisamos de uma ferramenta para uma grande mente armada. Uma ferramenta que ultrapassa seus conhecimentos.
Ela está armada.
Ela está armada.
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
Liber Bon Dage
Beijo. Vejo apenas o vermelho, o mesmo vermelho que você vê refletido nos meus olhos. Entre devagar na esfinge que guarda nosso sarcófago, e no laço dos braços inicie a combustão. Que o mundo acabe porque não importa nenhuma atividade material. Rasteje como uma bela serpente buscando a imensidade, pois você conhece minha face. Beijo. Tiro suas redomas, as mesmas redomas que interferem no contato de nossa carne. Solte seus movimentos mais suaves enquanto deslizo por todo seu corpo. Pegue todos os dogmas, tabus e histórias, e queime-os com o fogo que vamos ascender. Despreze o que te aprisiona, e liberte aquilo que realmente te pertence com gritos ardentes.
Beijo. Aperto seus ossos, os mesmos ossos que sentem o calor das mãos. Enchendo nossos cálices de energia, não esqueça de respirar com as mordidas. Trocamos os ares de uma imensa fogueira, e você já não tem nenhuma defesa. Beijo. Admiro as cores, as mesmas cores que você reflete. Se entregue a inércia sem nenhum escudo, pois serei o seu guia entre dois mundos. Flexione seus pulsos que deixarei imóveis acima da lótus de mil pétalas. Descanse os pilares que te conectam a Mãe Terra porque as amarras não têm brechas.
Beijo. Vejo seu corpo aprisionado, o mesmo corpo que vai libertar sua alma. Entregue-se aos sentidos porque o corpo está inerte, e não há escolhas. Nenhum movimento, apenas reação. Se deixe levar pelo vulnerável, esqueça tudo e contemple a sensação. Beijo. Vejo apenas o vermelho, o mesmo vermelho de onde as cordas apertam e queimam. Durma e acorde sem segurar as lágrimas. Você me pintou com vermelho como uma mágica obra de Arte.
Alma. Vejo três olhos, os mesmos olhos que mostram a simetria de nossas consciências. Voaremos livremente em espiral, e nossos orgasmos serão como uma projeção astral.
Uma Vez Mais
Sempre voltando ao mesmo lugar do passado, tentando organizar os pedaços como quem abre um gaveta velha, sempre lembrando da minha cara entre suas pernas. Memórias que podem entregar o verdadeiro culpado, ou envergonhar o descuidado, como ser pega de surpresa em uma excitante masturbação. Sua pele está pálida e a frieza corromperá qualquer outra execução. Longe do meu toque você testemunha o que somente eu sei fazer, e suas mãos ou qualquer outra coisa no universo nunca revelarão o subconsciente do seu prazer. Talvez você continue misturando os sentimentos enquanto outros escorrem pela minha barba que agora cresce. Tente rezar para qualquer deus que apoie suas mentiras, mas onde você realmente encontra a divindade é na ponta da minha língua. E depois de todos os sonhos e alucinações, você vai me deixar entrar. Bem no fundo, você deseja que eu entre.
Novamente.
Novamente.
segunda-feira, 25 de março de 2013
Bondade, Bondage, Bondade
As mãos estão entrelaçadas sobre aquele velho coração saudável que pulsa o sangue quente. Olhos escondidos da realidade esperam a pureza conquistadora, todas as certezas deixam o pensamento, e a dúvida prazerosa questiona se aquilo é realmente o que deveríamos fazer. O medo dá lugar a uma singela simpatia, mas os esforços e as declarações só despertam a apatia. Assim não vamos sujar nossos corpos com poeira ou sangue, então deixe-me acomodar nossas cabeças onde poderemos ouvir um ao outro sem a fantasia manipuladora da razão. Vamos fortalecer a verdadeira consciência, respeitando os limites de nossa terceira visão, hoje não nomearemos divindades e não cometeremos os erros daqueles machucados pela solidão. Cada nó será bem feito, mesmo podendo ser desfeito, e no fundo sabemos que essa não será a intenção. Se os pilares cansarem eu darei mais corda, e se o êxtase precisar de mais espaço, aperto suas partes. Quando os templos esquecidos ressurgirem dos rituais antigos, as serpentes deixarão de ser uma utopia. Com os sagrados queimados te soltarei dessas cordas que te amarrei. Nessa espiral ninguém tentará enterrar nossos corpos, e no final você concordará com os meus olhos. Foi melhor ter a alma livre e o corpo imobilizado do que ter o coração enforcado.
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
Banquete
Eu sou a areia nos seus olhos distorcendo a visão do caminho
Sussurrando em seus ouvidos um pouco de disciplina
Abusando da sua delicadeza
Insultando a sua esperteza
Estou aberto a opiniões
Abrindo seus botões
Isso não é a minha face
E o cão castrado está por toda parte
Eu sou a mão áspera que pinta seu corpo de vermelho
Levantando o chão aos seus joelhos
Acariciando a sua beleza
Te tornando a realeza
Eu quero mais respeito
Enquanto realizo seu desejo
Isso não é a minha face
E o cão castrado está por toda parte
Isso não é a minha face
E há um sorriso debaixo do látex
Um banquete para a rainha
Suplementos e suplementos para nossa combustão
Satisfação
Minha Majestade está servida.
Sussurrando em seus ouvidos um pouco de disciplina
Abusando da sua delicadeza
Insultando a sua esperteza
Estou aberto a opiniões
Abrindo seus botões
Isso não é a minha face
E o cão castrado está por toda parte
Eu sou a mão áspera que pinta seu corpo de vermelho
Levantando o chão aos seus joelhos
Acariciando a sua beleza
Te tornando a realeza
Eu quero mais respeito
Enquanto realizo seu desejo
Isso não é a minha face
E o cão castrado está por toda parte
Isso não é a minha face
E há um sorriso debaixo do látex
Um banquete para a rainha
Suplementos e suplementos para nossa combustão
Satisfação
Minha Majestade está servida.
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